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O
Tempo:
Na década de 60 era comum ao estudante cuja família
possuísse uma boa condição financeira,
freqüentar os colégios internos, os chamados internatos,
onde o aluno chegava ao colégio pela manhã e
saía à noite em alguns casos o aluno permanecia
por toda a semana, somente sendo liberado aos sábados
e domingos para visitar a família. Já os estudantes
de famílias que possuíam uma condição
apenas razoável, freqüentavam a chamada “banca”
que era nada mais nada menos que o hoje conhecido “reforço
escolar”. O diferencial ficava por conta de que a “banca”
era prestada normalmente por uma professora de idade um pouco
avançada que substituía em semelhança
a figura materna e obtinha o respeito de todos pela experiência,
pelo conhecimento e pela rigorosidade como exigia dos alunos
o aprendizado.
Minha mãe quando solteira concluiu apenas o curso ginasial
que hoje deveria equivaler ao primeiro grau ou ensino fundamental,
porém pela qualidade do ensino à época
e pela degradação do nível de conhecimento
e de dedicação de muitas pessoas que hoje freqüentam
a sala-de-aula na condição de professor, minha
mãe poderia tranqüilamente considerar-se uma universitária.
Sei que nesse momento você deve estar interrogando:
–“Mas o que isso tem a ver com o “Sergipe
Urgente”?”. Mas pode ficar tranqüilo que
isso tem tudo a ver.
As
Lembranças: No meu caso, como filho
de família onde os recursos, mal permitia atender as
necessidades básicas, a minha professora de banca era
minha mãe que enquanto sentava-se para costurar ou
fazer flores e bonecas artesanais, colocava-me ao seu lado
para acompanhar a feitura do meu dever-de-casa ajudando-me
nas dúvidas. Ali ensinava-me também a conhecer
os dias da semana, os meses do ano, as estações
o algarismo romano e passou uma semana acompanhando comigo
o badalar do sino da Igreja do Espírito Santo no Santo
Antônio, bairro onde nasci e me criei, para ensinar-me
a conhecer as horas. Lembro muito bem que numa certa semana
ela apontava para o relógio da cozinha e mostrava-me
o movimento dos ponteiros, me ensinando a diferenciar o ponteiro
das horas, o dos minutos e o dos segundos. Na semana seguinte
transbordei de alegria ao ganhar de presente o meu primeiro
relógio.
A Lição:
Havia porém um fato muito interessante, era a técnica
utilizada por ela para ensinar-me a ler e escrever corretamente.
Ela recolhia jornais e toda vez que eu acabava o dever-de-casa
pensando que estava liberado para ir brincar na rua, ela simplesmente
perguntava-me: - “Já sabe ler?”. E em ato
seguinte entregava-me um daqueles jornais para que eu fizesse
a leitura das notícias pra ela. Naquele momento, mesmo
sem perceber, eu estava adquirindo o hábito da leitura
tão raro entre nós nos dias de hoje. E acima
de tudo aprendendo uma forma de ampliar os meus conhecimentos.
O
Hábito:
Pois bem foi esse hábito que me fez ser um leitor inveterado
de livros e jornais, hoje por exemplo faço uma termenda
acrobacia para conciliar minhas atividades profissionais com
a leitura dos jornais diários.Embora isso gere uma
aparente perda de tempo, é incrível o nível
de informação absorvida, principalmente o nível
de atualização sobre os temas que nos cercam
no campo profissional e pessoal. Impedindo que fiquemos vagando
sobre o que ocorre ou vai ocorrer ao nosso redor. Num determinado
momento observei que alguns amigos meus buscavam sempre conversar
comigo para inteirar-se sobre os fatos do dia e observei também
que muitos deles tomam ou tomaram prejuízos em suas
atividades por falta de informação.
A Idéia:
Daí surgiu-me a idéia de disponibilizar as informações
que possuo para o maior número de pessoas possíveis.
Levei em consideração que muitas pessoas não
gostam de ler, outras não possui tempo suficiente para
ler os jornais diários e uma outra parcela não
possui tempo e nem interesse. Porém existe entre elas
algo em comum, todas precisam de uma coisa chamada informação.
Com os dados acima entendi que era preciso criar um canal
de comunicação que levasse a informação
às pessoas de maneira prática, fácil
e resumida, foi aí que descobri na Internet um instrumento
eficiente para desenvolver o produto que eu desejava.
O Jornal
On-line: Surgiu então o “Sergipe
Urgente” que já nasceu polemizando com os que
tiveram a oportunidade de conhecer o projeto inicial, porque
enquantos eles defendiam que as informações
ali disponibilizadas, remetessem o internauta para uma página
com o conteúdo da informação, eu defendia
que já tem muita gente disponibilizando notícia
e que na realidade eu gostaria era de oferecer informação
e informação resumida prática que permitisse
as pessoas obter as informações existentes em
nosso Estado gastando no máximo 15 minutos do seu tempo.
O “Sergipe Urgente” nasceu com essa concepção
e hoje ele conta com o trabalho de uma equipe que trabalha
das 5:00 horas da manhã até meia-moite em horários
intercalados para que você possa dispor das informações
atualizadas utilizando apenas 15 minutos ou menos do seu tempo.
Conclusão:
Falei muito sobre a luta de minha mãe para que eu aprendesse
a ler e escrever, diante deste texto observem que ler eu aprendi
um pouco e escrever nem tanto. Tenho plena consciência
que meu texto poderia ser mais enxuto e poderia estar melhor
pontuado além de respeitar as concordâncias nominais
e verbais. Tudo isso poderia acontecer porém eu iria
ficar com um sentimento de que não transmiti aquilo
que eu gostaria.
Agradecimentos:
-Quero
agradecer primeiramente a Deus pela saúde e pelas oportunidades;
-A
minha mãe pela grandiosa contribuição
na minha formação;
-Ao
meu amigo Antonio Carlos Valadares por ter me propiciado o
apoio logístico para realizar esse projeto;
-Aos
meus amigos jornalistas Cláudio Nunes,Tony Alcântara,
Elton Coelho e ao WebDesign João Rosa, a minha amiga
e colaboradora Juliane Isabela e ao amigo Pedrinho Balbino
por terem contribuído com serviços ou opinião
para a concretização desse projeto.
-Ao
meu pai, meus irmãos, minha esposa e meus filhos por
terem me aturado com essa idéia maluca e compreendido
a minha falta de tempo por um bom período.
Um
Abraço e Muito Obrigado,
Marcos
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